terça-feira, 27 de abril de 2010

Capitulo 5


Sim, não havia mais como negar: a paixão havia chegado aos corações dos dois personagens dessa historia. Um encontro deles e os carinhos eram inevitáveis, e não havia a menor vontade em se evitar também. Tudo que um dizia era maravilhoso pra outro e a simples presença dos dois já os faziam por demais felizes. Cada vez mais íntimos, Victor contava coisas do trabalho de prováveis realizações em sua vida que ainda quisesse fazer, enquanto Luana contava situações de seu cotidiano e das dificuldades e satisfações em ser mãe. E mais uma infinidade de coisas que comentavam, inclusive imaginando como seriam numa vida a dois.

Situações normais na vida de um casal, como acordar juntos, ganham um contorno todo harmônico nas falas de Docinho e Pudim, nomes que eles se tratavam na maior parte das vezes em que o papo pendia para o lado da imaginação de suas vidas em conjunto. Dormir juntos também teriam as mesmas características do prenuncio de uma noite perfeita: pouco importa se dormir abraçado pudesse causar câimbras nos braços de quem envolve no abraço: Victor pouco se importa com isso, pois o que realmente interessa era quem estava sendo acariciada nas costas e envolvida nele, que era exatamente Luana, que também descobriu que ele não consegue resistir a um bom cafuné na cabeça que o sono logo chegaria.

E cada vez mais a conversa ia esquentando.. aos pouquinhos, com naturalidade, os beijos foram saindo do coração ( como tipicamente Victor se despede de Luana) e foram pra boca (o que ela achou maravilhoso, pois há algo na boca dele que deixa Luana encantada) e da boca pro pescoço, ate que começaram a contar sobre desejos mais complexos que um simples beijinho na boca, com mais conteúdo e com mais ambientação. Bem dizer , um e outro já estavam com os corpos respondendo aos impulsos do desejo, mas diziam sempre de forma sutil o que queriam: dormir mais agarradinho, beijinhos sutis na barriguinha, mãos e corpos que se entrelaçavam e com direito a roçar dos lençóis brancos numa imensa cama roupão e taças de champagne. Até então, tudo dava a entender que os dois queriam mesmo era responder aos ímpetos do corpo e da vontade que aumentava cada vez mais entre eles de fazer amor. Não simplesmente fazer amor, mas sim deles, juntos, se deliciando com os prazeres que sabidamente, mesmo que de forma inconsciente, so um poderia dar ao outro.

Dia desses onde, ainda de forma secreta nem tão secreta assim, os dois conversavam sobre o que sentiam... Victor resolveu falar sobre como pensava ouvir a voz de Luana sussurrando besteirinhas em seu ouvido, que isso o deixaria com uma sensação muito gostosa. Eis que Luana confessa achar o que Victor pensa muito interessante e bem feitinho, e que ela sente o mesmo, mas Tb diz sentir as coisas de maneira mais pornográfica. Embora os dois tenham dado risadas nesse momento, os dois mudaram o tom da conversa a partir de então. Uma vontade mais latente invadiu o corpo de Victor, e com certeza sua mente também que ficou intensamente seduzida por Luana. A conversa foi ficando mais picante, com o Victor dizendo que também sentia muitos desejos com Luana, de um jeito muito especial e intenso ate que Luana diz uma frase em especial que acaba por mexer por completo com as estruturas dele. Ela diz o seguinte: To com uma vontade gigante de você – num primeiro momento ele não chegou a entender muito bem o que significava aquilo, mas logo depois entendeu que na verdade era a tradução daquilo que ele também sentia: seu corpo já suava levemente enquanto respondia com muita intensidade essa deliciosa provocação de Luana, através também de seu corpo, que já imaginava a pele da amada lhe tocando de forma bem sensual. Os dois tiveram de se despedir, mas a sensação do corpo de Luana provocando Victor, pressionando sua pele contra a dele havia ficado, e de uma forma irresistível.

Victor saiu do computador e nem se preocupou em tentar tirar da cabeça aquela sensação, na verdade não queria, porque era tão gostoso que queria cada vez mais se sentir dominado por aquilo e se deixou levar . Imaginou as mãos de Luana passando pela sua nuca, mordidinhas na orelha e nos lábios, os beijos passando pelo pescoço e chegando ao seu peito. Seu corpo cada vez mais respondendo a esses estímulos mais que reais, sentidos a flor da pele por ele e desejando cada vez mais. Sentiu como se os beijos quando tocassem seu corpo o fizessem acender um ponto a mais a sua temperatura. A mente já estava totalmente dominada pelo desejo de ter aquela mulher nos braços e fazer amor com ela com todas as suas forças, Queria possui-la, fazer aquilo que lhe viesse a mente naquele instante.

Não houve outra alternativa, e os seus instintos não deixariam que fosse de uma forma diferente, a não ser com que Victor retirasse sua bermuda, como se fosse a boca de Luana fazendo tal proeza, afastar sua peça intima e começar a se tocar, mas nunca pensando que eram suas mãos as autoras deste feito, mas sim as de Luana, que sabiam o toque certo a dar naquele momento, e a forma mais gostosa de fazê-lo ter vontade de explodir de tanto tesão. Sua intimidade se manifestava em latejos de delírios, suas mãos cada vez mais intensas, faziam com que a imaginação de Victor atingisse limites extremos da imaginação de uma cena de amor entre eles, com Luh pedindo para que ele estivesse totalmente dentro dela, com toda a sua vontade, a fazendo explodir em êxtase tanto quanto ele. Podia ouvir cada sussurro de prazer, podia sentir entre as suas mãos a tentação de pegá-la pelos quadris e trazê-la para si, em movimentos que proporcionariam o tesão em seus limites mais profundos. De dentes cerrados, pedia a Luana como mulher junto ao seu corpo. E Luana prontamente atendia com todo seu tesão, que em seu imaginário, fazia com que Victor transpirasse sensualidade de forma bem real. Era uma sensação mais verdadeira do que ele poderia imaginar, que culminou em uma explosão de tesão difícil de descrever em palavras. Um turbilhão de sensações convertidos em gozo e satisfação a ponto de fazê-lo ficar extasiado por muito tempo, pensando que feitiço era aquele que o teria feito sentir Luana de forma tão intensa. E não exitou em repetir tudo de novo ate explodir novamente com tanta intensidade quanto da primeira vez. Embora o corpo estivesse em pleno repouso após a segunda vez, a mente ainda flutuava, pensando em ter aquela mulher cada vez mais, com uma vontade cada vez mais louca e com um amor cada vez maior, impossível de ser contido.

No dia seguinte, como se soubesse inconscientemente de tudo que acontecera na cama de Victor, onde ela através da vontade dele, se deitou e se deleitou nas mais loucas formas de amar, acordou Luana com uma forte presença de Victor em sua mente. E sua mente pedia que ele fizesse tanto quanto teria feito no dia anterior.

Ainda com a roupa de dormir, que consistia em um baby-doll e uma tanguinha que certamente provocaria seu amado, começou a se acariciar, também fazendo de suas mãos as de Victor, que conseguiam chegar ao ponto exato de firmeza e delicadeza ao mesmo tempo, fazendo a temperatura do corpo de Luana começar a aumentar, e com tanto calor, não poderia deixar aquele baby doll de seda levissima a incomodar....

Seu corpo respondia prontamente aos estímulos que Victor lhe proporcionava atraves da imaginação: seios rijos, o suor escorrendo pela pele quente, os arrepios como se estivesse recebendo sinuosos carinhos pela nuca e pelas costas, deixando-a como uma mulher tomada pelo desejo, mais do que preparada a receber em seu corpo aquele homem, que não poderia ser nenhum outro. Apenas Victor teria o poder necessário para lhe satisfazer, já que ele era o causador de todo este furor.

As mãos de Luana começaram a percorrer de forma mais firme e frenética seu corpo, pararam nos seios, onde entre apertos, caricias e beliscadas simulando mordidas da boca dele, os primeiros sussurros começavam a surgir, e ela imaginava como em palavras fortes e com a raiva que so o tesão pode proporcionar, Victor a pediria para tê-la, com uma frase bem simples: “Te Quero...”

Imaginou ele a envolvendo por completo, e ela dando formas irrecusáveis de prazer a ele, enchendo seus atos com o calor de prazer que sentia sair de dentro dela, e ela também, externou a sua vontade de se entregar aos delírios dessa cena de amor. A essa altura a tanguinha já não estava mais aderida ao corpo de Luana, sendo sua vontade maior a de sentir Victor totalmente em seu interior . E assim ela o fez

Enquanto seus dedos acariciavam a sua intimidade, imaginava Victor a invadindo com furor pelo seu interior, a envolvendo pela cintura e agarrando com voracidade seus quadris, externando sem qualquer tipo de pudor o desejo que sentia por ela. Ela o pedia intensamente e isso se refletia nos arrepios e sussurros que proferia, onde entre eles estava o nome dele, dito num misto de amabilidade e desejo puro.

Luana não se conteve e muito menos teve vontade de se conter, pensou num Victor alucinado de tesão, a possuindo e entrando em êxtase dentro de seu corpo, e numa ebulição de amor, ela também entrou em seu clímax de prazer, contorcendo seu corpo e não pensando em mais nada a não ser em Victor e nas alucinações dele no momento em que eles se entregassem aos seus sentidos mais íntimos.

Pareciam saber que seriam o encaixe perfeito nos momentos de intenso prazer, e que se deixariam levar cada vez mais pelos seus instintos, que sempre levariam Luana a Victor. E Victor a Luana. A combustão indefectível entre o terno amor e o extasiante desejo.

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